Repare bem, Auster costuma aparecer nas fotos com um sorriso enigmático e uma das sobrancelhas erguidas.

Repare bem, Auster costuma aparecer nas fotos com um sorriso enigmático e uma das sobrancelhas erguidas.



Neste mês de maio, a seção Eu recomendo do jornal Rascunho, o oferece uma dica de leitura do nosso editor, Luiz Nadal. Então puxe o caderninho:



“Acenderia uma vela para o primeiro livro do escritor Paul Auster, A invenção da solidão. Publicado em 1982, sua história confronta as semelhanças entre o rosto do personagem e do autor norte-americano. Repare bem, Auster costuma aparecer nas fotos com um sorriso enigmático e uma das sobrancelhas erguidas. Sabe-se que, assim como o personagem, o autor perdeu o pai e passou quatro anos da sua vida escrevendo poemas em um quarto de país estrangeiro. Mas apesar das confissões tentadoras do escritor, o gênero ensaio e a ficção atravessam a narrativa. Na primeira parte do livro — Retrato de um homem invisível — ele narra os dias seguintes à morte do pai. Durante dez dias prepara a casa para os novos donos e não sabe como começar a escrever: “O que se pode pensar, por exemplo, de um armário cheio de roupas esperando silenciosamente para ser usadas por um homem que não voltará a abrir a porta?”. Diante do impasse, a história se bifurca na segunda parte — O livro da memória —, em que o personagem começa a falar consigo mesmo como se fosse um outro. “A”, como passa a se chamar, vive sozinho em um quarto da Varick Street, em Nova York e reconta a história do lado de fora da solidão. Amém.” (Está tudo aqui: http://rascunho.gazetadopovo.com.br/a-invencao-da-solidao/)



O jornal literário Rascunho é editado em Curitiba desde 2000. Nacionalmente reconhecido pela qualidade de seu conteúdo, o jornal publica ensaios, resenhas, entrevistas, textos de ficção e ilustrações para todo o Brasil. Conheça: http://rascunho.gazetadopovo.com.br/