Surrealistas como Breton e Péret, encontraram nos trabalhos de Maria Martins aspectos que eram caros a eles, como o encontro com a natureza.

Surrealistas como Breton e Péret, encontraram nos trabalhos de Maria Martins aspectos que eram caros a eles, como o encontro com a natureza.


Com curadoria dedirrósea de Veronica Stigger, a exposição Maria Martins: Metamorfoses aponta as contínuas transformações na obra da artista plástica mineira. Inaugurada na última quarta-feira (10/07), no Museu de Arte Moderna (MAM), a mostra retrospectiva está aberta à visitação até o dia 15 de setembro.



Nada menos que uma das maiores mostras já realizadas da artista, a exposição reúne mais de 30 esculturas, desenhos, pinturas, joias e cerâmicas distribuídas em cinco núcleos. Além de livros, artigos e obras bidimensionais em papel e cerâmicas de parede. Entre os destaques, podem ser vistos alguns dos personagens-mitos como Amazônia e Boiúna, da emblemática mostra de 1943. Além dos 5 artigos escritos por Maria para o Correio da Manhã, na década de 60, reunidos sob o título Poeira da vida.


Veronica começou a investigar a vocação metamórfica da artista em 2006, no pós-doutorado e é uma das autoras do livro Maria (Cosac Naify).

Veronica começou a investigar a vocação metamórfica da artista em 2006, no pós-doutorado e é uma das autoras do livro Maria (Cosac Naify).


O recorte, manuseado pela curadora, destaca as contínuas transformações da forma ao longo do desenvolvimento artístico de Maria Martins, a começar pela fase desencadeada pela exposição de 1943, na Valentine Gallery, em Nova York. E com isso, cobre de reconhecimento tardio a artista de consolidada carreira internacional, cuja obra teve espaço na Documenta de Kassel.



Maria Martins: Metamorfoses
Data: Até 15/09
Horário: 10h00 às 17h30 – Terça à Domingo (com permanência até as 18h00)
Local: Museu de Arte Moderna de São Paulo (Sala Paulo Figueiredo)
Mais informações: (11) 5085-1300 ou www.mam.org.br