Luiz Nadal, editor desse site magrittiano que vos fala, escreveu um texto sobre a escritora uruguaia Inés Bortagaray e o seu 1º livro traduzido no Brasil: Um, dois e já!, editado pela Cosac Naify. O texto começa assim:


Um, dois e já é a história de uma viagem em família, contada por uma menina encalorada, sentada no banco de trás do carro, espremida ao lado dos irmãos. A protagonista é uma menina muito parecida com a da foto, sentada à esquerda, visivelmente preocupada com uma rima enquanto os irmãos aprendem a dizer wisky para a câmera, ao invés de xis. A escritora é a uruguaia Inés Bortagary, no jardim da sua casa, na cidadezinha de Salto, onde nasceu. Mas a foto não mostra as coisas mais importantes a seu respeito, como a preferência que tinha por palavras de sonoridade mais grave e com maior número de sílabas; que a sua mãe, professora de literatura, não diferenciava livros infantis de adultos e lhe deu Le Pére Gariot, do Balzac. Ou ainda, que o poema que Inés começou a escrever naquele dia, e que começava assim: Tengo miedo de escalones, nunca foi finalizado, porque a rima com ladrones nunca lhe pareceu tão boa. […]



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