(Foto: Jackson Oliveira)

(Foto: Jackson Oliveira)


Na quinta-feira (13/03) começou um novo ciclo de entrevistas ao vivo com os escritores do site Isto não é um cachimbo – Perfis Literários. Esses encontros, que ficaram conhecidos como Desmontagens, vêm sendo realizadas mensalmente desde agosto de 2013, na Casa das Rosas. Já mostraram suas peças aos olhos do público Ricardo Lísias, Veronica Stigger, Andréa del Fuego e Lourenço Mutarelli. Seguindo a ordem de publicação dos nossos perfis, Marcia Tiburi foi a 5ª convidada a falar sobre a experiência de ser transformada em personagem dos perfis literários.



Luiz Nadal conduziu a entrevista segundo à trama criada na 5ª edição (leia aqui). Pensando na história criada para o perfil, em que a escritora frequenta sessões de psicanálise, convidou os quatro protagonistas dos romances de Marcia para serem analisados na presença da autora. Na entrevista, Marcia não só adentrou em detalhes íntimos sobre cada um dos seus personagens. Ela também compartilhou com o público sua relação com a escrita, com a leitura e falou sobre o romance que está prestes a finalizar. Aos que não estiveram presentes, trouxemos os retratos ficcionais utilizados na sessão.




A primeira delas se chama Magnólia, personagem que dá nome ao primeiro livro da Trilogia Íntima. Trata-se de uma mulher sem consistência humana, já que possui apenas memórias. Ao passar um dia inteiro retirando velharias de uma gaveta, ela tenta organizar essas lembranças para mostrar ao leitor. Por isso, ela chama cada uma dessas lembranças de “fatos”. São cem no total.




A mulher de costas é o 2º livro da trilogia. Quando Marcia era criança, costumava ouvir a lenda da Salamanca do Jarau, narrada pelo escritor Simões Lopes Neto. Nessa lenda, as mulheres não tinham voz. Então Marcia decide recontar a mesma história com uma de suas personagens, que se chama Berenice.



Em O manto, livro que encerra a trilogia, a personagem Leda recebe uma casa de herança da mãe que nunca conheceu. Lá dentro, ela se depara com um armário. E dentro desse armário, uma caixa de sapatos com nove fitas. Ao escutar essas fitas, a órfã não tem dúvida que a voz é mesma da sua mãe. Obstinada, ela decide transcrever as gravações e transformá-las em um livro.




O livro Era meu esse rosto não faz parte da trilogia e é o primeiro a trazer um protagonista homem nas suas histórias. Com uma máquina fotográfica nas mãos, ele tenta criar um retrato da família. Duas narrativas caminham ao mesmo tempo. Uma com o narrador na infância, na casa da família. E a outra com o narrador já adulto, na cidade de origem dessa mesma família.



A próxima desmontagem será realizada no dia 10 de abril (quinta-feira), às 19h00, na Casa das Rosas. André Sant’Anna é o próximo escritor convidado. Acompanhe nossa programação através da nossa página no facebook!